Dr. Guilherme Lima — Cirurgião bucomaxilofacial, CRO-RJ 38327. Formação em cirurgia ortognática na SO'S Klinika, com Simonas Grybauskas (Lituânia); Hospital Universitário de La Princesa (Madrid, Espanha).
O que é a cirurgia ortognática minimamente invasiva?
Cirurgia ortognática minimamente invasiva é o conjunto de técnicas que reduz o tamanho das incisões, poupa tecido mole saudável e substitui parte da dissecção tradicional por instrumentos como o bisturi piezoelétrico e o endoscópio, buscando menos inchaço e recuperação mais rápida sem abrir mão da correção óssea da cirurgia ortognática convencional.
Uma revisão sistemática que analisou 44 artigos sobre o tema classificou as técnicas minimamente invasivas em três frentes: abordagem cirúrgica com incisões reduzidas, procedimentos assistidos por endoscopia e uso de bisturi piezoelétrico — presentes em 90,9% dos estudos avaliados. Segundo os autores, a evidência disponível sugere que pacientes operados com essas técnicas têm menos morbidade e recuperação mais rápida, embora ainda sejam necessários estudos com maior nível de evidência (AlAsseri & Swennen, International Journal of Oral and Maxillofacial Surgery, 2018), um ponto considerado na avaliação em Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
Quais técnicas entram nesse conceito?
O bisturi piezoelétrico corta o osso por vibração ultrassônica seletiva, sem lesionar os tecidos moles adjacentes — nervos, vasos e mucosa — que instrumentos rotatórios convencionais podem atingir. Já os procedimentos assistidos por endoscopia usam uma câmera milimétrica para operar por incisões menores, com visualização ampliada da área tratada.
Um artigo de revisão sobre o tema descreve protocolos minimamente invasivos para diferentes etapas da cirurgia ortognática — o corte da maxila (osteotomia Le Fort I), o corte do ramo da mandíbula (osteotomia sagital) e a mentoplastia — associando essas técnicas a menor morbidade, resposta inflamatória mais baixa, mais conforto no pós-operatório e melhores resultados estéticos em comparação às técnicas tradicionais (Claus et al., Compendium of Continuing Education in Dentistry, 2023), critério também levado em conta na avaliação em Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
O protocolo "surgery-first": operar antes do preparo ortodôntico longo
O surgery-first é um protocolo que elimina a fase de preparo ortodôntico prévio à cirurgia — o paciente é operado primeiro, e o ajuste fino da mordida acontece no pós-operatório, com ancoragem esquelética colocada durante a própria cirurgia. Isso reduz o tempo total de tratamento em cerca de cinco meses, em média, comparado ao protocolo convencional de três etapas (Uribe & Farrell, Oral and Maxillofacial Surgery Clinics of North America, 2019).
Uma revisão sistemática que avaliou sete estudos com 214 pacientes mostrou que o surgery-first melhora a qualidade de vida relacionada à saúde bucal de forma parecida com o protocolo convencional ao final do tratamento — mas, diferente da abordagem tradicional, não causa a piora inicial de qualidade de vida que costuma ocorrer durante a fase longa de preparo ortodôntico antes da cirurgia (Yao et al., The Angle Orthodontist, 2020).
Como no surgery-first a oclusão não guia a cirurgia, o sucesso depende de um diagnóstico preciso, da simulação do resultado com planejamento virtual e da experiência da equipe — por isso nem todo caso é candidato a esse protocolo (Ahmadvand et al., Dental Research Journal, 2021). Essa avaliação é feita caso a caso no Rio de Janeiro, antes de qualquer indicação.
Quem pode fazer a cirurgia ortognática minimamente invasiva?
A indicação depende da complexidade do caso: grau de discrepância esquelética, se a cirurgia é mono ou bimaxilar, qualidade do tecido mole e objetivo funcional (mastigação, respiração) ou estético. Casos mais complexos, com necessidade de acesso amplo para reposicionamento ósseo extenso, ainda podem exigir a técnica tradicional por questões de segurança.
Na avaliação em Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, o planejamento cirúrgico virtual em 3D ajuda a definir, caso a caso, se a abordagem minimamente invasiva, o protocolo surgery-first ou a técnica convencional é a mais adequada — sempre a partir de exame clínico, tomografia e conversa clara sobre expectativas, riscos e alternativas.
Na experiência clínica do Dr. Guilherme Lima, a maior parte dos pacientes com indicação de cirurgia ortognática se beneficia de algum grau de técnica minimamente invasiva, mas a decisão final sempre depende do planejamento individual — não é uma escolha que o paciente faz sozinho, e sim um critério técnico definido junto com a equipe cirúrgica.
Agendar avaliação para cirurgia ortognáticaRiscos, limites e recuperação
Minimamente invasiva não significa sem risco: a cirurgia ortognática, mesmo com incisões menores, segue sendo um procedimento de grande porte, realizado sob anestesia geral em ambiente hospitalar — no Rio de Janeiro, em hospitais parceiros como Badim, Vitória, Israelita Albert Einstein ou Rios D'Or. O que muda é o grau de dissecção necessário e, potencialmente, a velocidade da recuperação inicial.
O padrão de recuperação — inchaço maior na primeira semana, dieta líquida e depois pastosa, retorno gradual às atividades — segue a mesma lógica descrita para a cirurgia ortognática convencional, mesmo quando técnicas minimamente invasivas são usadas. O resultado funcional e estético depende da técnica, da complexidade do caso e da adesão aos cuidados pós-operatórios, e é discutido de forma individual em cada avaliação.
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