Ronco alto e constante
Ronco que se intensifica de costas e é notado por quem dorme ao lado, há meses ou anos.
Sim, existe cirurgia para parar de roncar. Quando o ronco e a apneia têm causa anatômica — maxila ou mandíbula retraídas que estreitam a via aérea — o avanço maxilomandibular amplia estruturalmente o espaço por onde o ar passa. A indicação é definida após avaliação clínica e polissonografia, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.
Sim. A cirurgia para parar de roncar existe e tem nome: avanço maxilomandibular, um procedimento de cirurgia ortognática que reposiciona a maxila e a mandíbula para frente, ampliando de forma estrutural a via aérea superior — o espaço por onde o ar passa durante o sono.
A diferença entre a cirurgia e tratamentos como CPAP e aparelho intraoral é que o CPAP e o aparelho atuam apenas durante o uso, enquanto a cirurgia altera a anatomia de modo duradouro na maioria dos casos. Por isso, não é a primeira escolha para todo ronco: ela é indicada quando existe um componente anatômico — maxila ou mandíbula retruídas — que justifica a abordagem cirúrgica.
A decisão depende de polissonografia, avaliação da anatomia facial e das vias aéreas, e da experiência prévia com CPAP e aparelho intraoral. Muitos pacientes chegam à cirurgia depois de tentar outras opções sem sucesso; outros já têm indicação clara desde a primeira avaliação.
A cirurgia é considerada quando o ronco e a apneia têm causa anatômica e outras opções não trouxeram resultado suficiente. Apresentar um ou mais destes sinais não define diagnóstico — indica que vale a avaliação.
Ronco que se intensifica de costas e é notado por quem dorme ao lado, há meses ou anos.
Momentos em que a respiração para e volta com um respiro ou engasgo — sinal clássico de apneia.
Cansaço ao acordar, sono ao volante e falta de disposição, mesmo dormindo muitas horas.
Dificuldade de adaptação à máscara, ressecamento ou baixa adesão ao tratamento com CPAP.
Retrognatismo mandibular que estreita a via aérea — o sinal anatômico que favorece a cirurgia.
Polissonografia com IAH elevado e componente esquelético identificado na avaliação.
O avanço maxilomandibular é uma cirurgia ortognática realizada em ambiente hospitalar, sob anestesia geral. O cirurgião realiza osteotomias (cortes planejados) na maxila e na mandíbula, avança os ossos para a nova posição e fixa com placas e parafusos de titânio.
Tudo é planejado antes, com planejamento virtual 3D a partir da tomografia: o software simula exatamente quanto cada osso será avançado e quanto a via aérea será ampliada, para que o resultado seja previsível.
A internação costuma ser de 1 a 2 dias. O edema facial é significativo nas duas primeiras semanas e a dieta evolui de pastosa para sólida conforme a recuperação. Por volta de 6 a 8 semanas, a consolidação óssea permite o retorno gradual às atividades normais.
A qualidade da avaliação define se a cirurgia é a opção certa. Este é o caminho seguido no consultório.
Exame da anatomia facial, das vias aéreas e da oclusão, com polissonografia para confirmar diagnóstico e gravidade da apneia.
Tomografia de feixe cônico e traçado cefalométrico revelam se maxila ou mandíbula retruídas estreitam a via aérea.
Simulação do avanço dos maxilares com medida exata da ampliação da via aérea, antes de qualquer corte.
Avanço maxilomandibular com fixação de titânio em centro cirúrgico, internação de 1 a 2 dias.
Retornos programados, evolução da dieta e nova polissonografia para confirmar o resultado funcional.
A mudança estrutural na posição dos maxilares amplia a via aérea de forma duradoura na maioria dos casos, com melhora significativa dos índices de apneia. O acompanhamento continua importante depois: uma nova polissonografia, alguns meses após a cirurgia, confirma o resultado funcional.
A cirurgia não promete eliminação completa do ronco em todos os pacientes — o que se busca é uma melhora significativa e sustentável, proporcional à ampliação da via aérea alcançada. A expectativa é alinhada no planejamento, antes de qualquer procedimento.
Dr. Guilherme Lima (CRO-RJ 38327), cirurgião bucomaxilofacial com formação em Medicina do Sono pelo ISono — EPM/UNIFESP, pós-graduado em Tratamento do Ronco no Hospital Israelita Albert Einstein e observership em Cirurgias do Sono na Sleep Surgery Clinic da University of Stanford (Estados Unidos). Graduado pela USP, com mestrado pela UERJ, residência pela UFRJ e especialização pelo Colégio Brasileiro de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial.
Existe cirurgia para parar de roncar: o avanço maxilomandibular, uma cirurgia ortognática, amplia a via aérea quando o ronco e a apneia têm causa anatômica. A indicação depende de polissonografia e avaliação da anatomia facial — não é a primeira escolha para todo ronco, mas é a opção estrutural para quem tem componente esquelético definido. Atendimento na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.