Ronco · Apneia · Cirurgia

Cirurgia para parar de roncar

Sim, existe cirurgia para parar de roncar. Quando o ronco e a apneia têm causa anatômica — maxila ou mandíbula retraídas que estreitam a via aérea — o avanço maxilomandibular amplia estruturalmente o espaço por onde o ar passa. A indicação é definida após avaliação clínica e polissonografia, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.

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Existe cirurgia para parar de roncar?

Sim. A cirurgia para parar de roncar existe e tem nome: avanço maxilomandibular, um procedimento de cirurgia ortognática que reposiciona a maxila e a mandíbula para frente, ampliando de forma estrutural a via aérea superior — o espaço por onde o ar passa durante o sono.

A diferença entre a cirurgia e tratamentos como CPAP e aparelho intraoral é que o CPAP e o aparelho atuam apenas durante o uso, enquanto a cirurgia altera a anatomia de modo duradouro na maioria dos casos. Por isso, não é a primeira escolha para todo ronco: ela é indicada quando existe um componente anatômico — maxila ou mandíbula retruídas — que justifica a abordagem cirúrgica.

A decisão depende de polissonografia, avaliação da anatomia facial e das vias aéreas, e da experiência prévia com CPAP e aparelho intraoral. Muitos pacientes chegam à cirurgia depois de tentar outras opções sem sucesso; outros já têm indicação clara desde a primeira avaliação.

Quando a cirurgia para parar de roncar é indicada

A cirurgia é considerada quando o ronco e a apneia têm causa anatômica e outras opções não trouxeram resultado suficiente. Apresentar um ou mais destes sinais não define diagnóstico — indica que vale a avaliação.

Ronco alto e constante

Ronco que se intensifica de costas e é notado por quem dorme ao lado, há meses ou anos.

Pausas respiratórias no sono

Momentos em que a respiração para e volta com um respiro ou engasgo — sinal clássico de apneia.

Sonolência durante o dia

Cansaço ao acordar, sono ao volante e falta de disposição, mesmo dormindo muitas horas.

CPAP não tolerado

Dificuldade de adaptação à máscara, ressecamento ou baixa adesão ao tratamento com CPAP.

Queixo retraído ou mandíbula pequena

Retrognatismo mandibular que estreita a via aérea — o sinal anatômico que favorece a cirurgia.

Apneia moderada a grave confirmada

Polissonografia com IAH elevado e componente esquelético identificado na avaliação.

Como é feita a cirurgia para parar de roncar

O avanço maxilomandibular é uma cirurgia ortognática realizada em ambiente hospitalar, sob anestesia geral. O cirurgião realiza osteotomias (cortes planejados) na maxila e na mandíbula, avança os ossos para a nova posição e fixa com placas e parafusos de titânio.

Tudo é planejado antes, com planejamento virtual 3D a partir da tomografia: o software simula exatamente quanto cada osso será avançado e quanto a via aérea será ampliada, para que o resultado seja previsível.

A internação costuma ser de 1 a 2 dias. O edema facial é significativo nas duas primeiras semanas e a dieta evolui de pastosa para sólida conforme a recuperação. Por volta de 6 a 8 semanas, a consolidação óssea permite o retorno gradual às atividades normais.

Do diagnóstico à cirurgia: passo a passo

A qualidade da avaliação define se a cirurgia é a opção certa. Este é o caminho seguido no consultório.

  1. Avaliação clínica e polissonografia

    Exame da anatomia facial, das vias aéreas e da oclusão, com polissonografia para confirmar diagnóstico e gravidade da apneia.

  2. Identificação da causa anatômica

    Tomografia de feixe cônico e traçado cefalométrico revelam se maxila ou mandíbula retruídas estreitam a via aérea.

  3. Planejamento virtual 3D

    Simulação do avanço dos maxilares com medida exata da ampliação da via aérea, antes de qualquer corte.

  4. Cirurgia e internação

    Avanço maxilomandibular com fixação de titânio em centro cirúrgico, internação de 1 a 2 dias.

  5. Recuperação e nova polissonografia

    Retornos programados, evolução da dieta e nova polissonografia para confirmar o resultado funcional.

O que esperar do resultado

A mudança estrutural na posição dos maxilares amplia a via aérea de forma duradoura na maioria dos casos, com melhora significativa dos índices de apneia. O acompanhamento continua importante depois: uma nova polissonografia, alguns meses após a cirurgia, confirma o resultado funcional.

A cirurgia não promete eliminação completa do ronco em todos os pacientes — o que se busca é uma melhora significativa e sustentável, proporcional à ampliação da via aérea alcançada. A expectativa é alinhada no planejamento, antes de qualquer procedimento.

Ampliação estrutural da via aérea superior
Redução dos índices de apneia (IAH) na polissonografia
Melhora da sonolência diurna e da qualidade do sono
Possibilidade de reduzir ou suspender o CPAP, conforme avaliação
Formação em Medicina do Sono

Dr. Guilherme Lima (CRO-RJ 38327), cirurgião bucomaxilofacial com formação em Medicina do Sono pelo ISono — EPM/UNIFESP, pós-graduado em Tratamento do Ronco no Hospital Israelita Albert Einstein e observership em Cirurgias do Sono na Sleep Surgery Clinic da University of Stanford (Estados Unidos). Graduado pela USP, com mestrado pela UERJ, residência pela UFRJ e especialização pelo Colégio Brasileiro de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial.

Cirurgião bucomaxilofacial
CRO-RJ 38327
Stanford + Einstein
Formação em cirurgia do sono
Rol da ANS
Cobertura hospitalar possível

Perguntas frequentes

Existe cirurgia para parar de roncar?
Sim. Quando o ronco e a apneia têm causa anatômica — maxila ou mandíbula retruídas que estreitam a via aérea — a cirurgia de avanço maxilomandibular (um tipo de cirurgia ortognática) reposiciona os maxilares para frente, ampliando de forma estrutural o espaço por onde o ar passa. Não é indicada para todo ronco: a avaliação clínica com polissonografia define se há componente esquelético que justifica a cirurgia.
Qual a cirurgia para parar de roncar?
A cirurgia mais eficaz para ronco com causa esquelética é o avanço maxilomandibular, uma cirurgia ortognática que reposiciona maxila e mandíbula para ampliar a via aérea superior. Outros procedimentos — como septoplastia, redução de cornetos ou uvulopalatofaringoplastia (UPPP) — atuam em causas nasais ou de palato, e podem ser indicados isoladamente ou em conjunto, dependendo do local da obstrução identificado no exame.
Como é feita a cirurgia para parar de roncar?
O avanço maxilomandibular é feito em ambiente hospitalar, sob anestesia geral. O cirurgião realiza osteotomias (cortes planejados) na maxila e na mandíbula, avança os ossos para a nova posição definida no planejamento virtual 3D e fixa com placas e parafusos de titânio. A internação costuma ser de 1 a 2 dias e o edema facial é significativo nas duas primeiras semanas. O planejamento 3D permite prever exatamente quanto os maxilares serão avançados antes da cirurgia.
Quanto custa uma cirurgia para parar de roncar?
O valor varia conforme o hospital, os materiais (placas e parafusos de titânio), a complexidade do caso e a equipe cirúrgica. Em planos de saúde com segmentação hospitalar, a cirurgia ortognática com indicação funcional documentada consta no Rol da ANS e a cobertura hospitalar costuma ser autorizada — o que varia é a forma de pagamento dos honorários. A confirmação de cobertura e custos é feita caso a caso, após a avaliação e a montagem do pedido de autorização.
A cirurgia para parar de roncar substitui o CPAP?
Não substitui em todos os casos. É indicada para apneia moderada a grave com componente anatômico definido, especialmente quando o CPAP não é tolerado ou a adesão é baixa. A mudança estrutural na posição óssea amplia a via aérea de forma duradoura na maioria dos casos, mas o acompanhamento pós-operatório com nova polissonografia continua importante para confirmar o resultado funcional.
Quanto tempo dura a recuperação da cirurgia?
A recuperação se divide em fases: nas duas primeiras semanas há edema facial importante e dieta pastosa; entre a 3ª e a 6ª semana o inchaço reduz e a dieta avança; por volta de 6 a 8 semanas a consolidação óssea permite retorno gradual às atividades normais. A nova polissonografia para avaliar o resultado funcional costuma ser solicitada alguns meses após a cirurgia, quando a via aérea já estabilizou.
Em resumo

Existe cirurgia para parar de roncar: o avanço maxilomandibular, uma cirurgia ortognática, amplia a via aérea quando o ronco e a apneia têm causa anatômica. A indicação depende de polissonografia e avaliação da anatomia facial — não é a primeira escolha para todo ronco, mas é a opção estrutural para quem tem componente esquelético definido. Atendimento na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.

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