Dr. Guilherme Lima - Meu Ortodontista Disse que Preciso de Cirurgia Ortognática. E Agora?

Publicado em 30 de maio de 2026

Meu Ortodontista Disse que Preciso de Cirurgia Ortognática. E Agora?

Meu Ortodontista Disse que Preciso de Cirurgia Ortognática. E Agora?

Você estava em mais uma consulta de rotina com o ortodontista quando, no meio da conversa, ouviu uma frase que mudou o rumo de tudo: “O seu caso vai precisar de cirurgia ortognática.”

A primeira reação costuma ser uma mistura de susto, dúvida e — sejamos honestos — um certo frio na barriga.

Se você está nesse momento agora, este texto é para você. Vou explicar o que realmente é a cirurgia ortognática, por que ela é indicada, como funciona o processo do início ao fim, e o que esperar de verdade — sem exageros para cima nem para baixo.

Por que o ortodontista indica a cirurgia?

O ortodontista trabalha com os dentes. Ele consegue mover, alinhar e corrigir a posição dental com o aparelho ortodôntico. O que ele não consegue fazer é mover os ossos da face.

Quando o problema de um paciente vai além do posicionamento dos dentes — quando existe uma discrepância real entre o maxilar superior e a mandíbula inferior — o aparelho sozinho não resolve. Às vezes até piora a estética, ao forçar os dentes a uma posição que os ossos não suportam.

É nesses casos que o ortodontista encaminha para o cirurgião bucomaxilofacial.

Os problemas mais comuns que levam à indicação:

  • Queixo muito recuado (retrognatismo): a mandíbula está posicionada atrás do que deveria em relação ao maxilar
  • Queixo muito projetado (prognatismo): o contrário — mandíbula avança demais
  • Mordida aberta: os dentes anteriores superiores e inferiores não se tocam quando você fecha a boca
  • Mordida cruzada: um lado da arcada não encaixa corretamente no outro
  • Assimetria facial: um lado do rosto cresceu de forma diferente do outro
  • Excesso de exposição gengival (sorriso gengival): quando você sorri, aparece muita gengiva

Esses problemas têm componente tanto funcional — dificuldade de mastigar, falar, respirar — quanto estético. A cirurgia ortognática resolve os dois ao mesmo tempo.

O que é a cirurgia ortognática, afinal?

A cirurgia ortognática é um procedimento que reposiciona os ossos da face — o maxilar superior (maxila), a mandíbula, ou ambos — para uma posição de equilíbrio funcional e estético.

Ela é realizada por dentro da boca, sem cicatrizes externas visíveis. Os ossos são reposicionados com precisão milimétrica e fixados com pequenas placas e parafusos de titânio — que, na grande maioria dos casos, ficam permanentemente no lugar sem causar nenhum problema.

Tudo é planejado digitalmente antes da cirurgia. Com o uso de softwares de simulação, é possível visualizar o resultado esperado antes mesmo de entrar no centro cirúrgico. Isso torna o processo mais previsível e permite que você participe ativamente das decisões estéticas.

O processo: o que acontece desde a indicação até a alta

1. Avaliação com o cirurgião bucomaxilofacial

A primeira consulta é de diagnóstico. Analisamos sua tomografia de face, modelos digitais dos dentes, fotos e cefalometria. A partir daí, é possível confirmar se a indicação do ortodontista faz sentido para o seu caso — e qual abordagem cirúrgica é mais adequada.

2. Preparação ortodôntica pré-cirúrgica

Antes da cirurgia, o ortodontista faz um trabalho de “descompensação” — ele move os dentes para a posição que eles teriam naturalmente, sem a compensação que o organismo criou ao longo dos anos. Essa fase dura em média de 12 a 18 meses, dependendo do caso.

É comum que nessa fase a estética piore um pouco antes de melhorar. Isso é esperado e faz parte do processo.

3. A cirurgia

A cirurgia é realizada sob anestesia geral, em ambiente hospitalar, com duração média de 3 a 5 horas dependendo da complexidade. A internação é geralmente de 24 horas.

4. Recuperação

A recuperação tem fases bem definidas:

  • Primeiros 7 dias: inchaço intenso, dieta líquida, repouso. Essa é a fase mais desafiadora — e ela passa.
  • Semanas 2 a 4: o inchaço começa a ceder, a alimentação avança para pastosa, é possível retornar ao trabalho (em funções que não exijam esforço físico).
  • 2 a 3 meses: 80% do resultado estético já é visível. A maioria dos pacientes retoma a vida normal nessa fase.
  • 6 a 12 meses: resultado final consolidado à medida que os tecidos moles se adaptam completamente.

5. Pós-cirúrgico ortodôntico

Após a cirurgia, o ortodontista retoma o tratamento para fazer os ajustes finais na oclusão. Essa fase costuma durar de 6 a 12 meses.

O resultado: o que muda na prática

Pacientes que passaram pela cirurgia ortognática relatam mudanças que vão muito além do que esperavam. Os benefícios mais frequentes:

  • Melhora significativa na mastigação e na função
  • Redução ou eliminação de dores na ATM associadas ao desalinhamento
  • Melhora na respiração (em muitos casos a via aérea fica mais ampla após a cirurgia)
  • Transformação estética real do perfil facial
  • Aumento da autoestima e da confiança

É uma cirurgia de grande impacto na qualidade de vida — e esse é o principal motivo pelo qual pacientes que hesitaram por anos costumam dizer que só se arrependem de ter esperado tanto.

Perguntas frequentes de quem está começando o processo

A cirurgia tem risco? Como qualquer cirurgia sob anestesia geral, existe risco. Mas quando realizada por cirurgião experiente em ambiente hospitalar adequado, a cirurgia ortognática tem índice de complicações graves muito baixo. Conversamos sobre isso em detalhes na primeira consulta.

Vou ficar com cicatrizes? Não. Os cortes são feitos por dentro da boca.

Os parafusos de titânio precisam ser retirados? Na esmagadora maioria dos casos, não. O titânio é um material biocompatível e os implantes ficam permanentemente sem causar problemas.

O plano de saúde cobre? Alguns planos cobrem a cirurgia quando há indicação funcional documentada. Isso precisa ser avaliado caso a caso.

Qual a idade ideal? A cirurgia deve ser realizada após o crescimento facial estar completo — geralmente a partir dos 16-18 anos para mulheres e 18-20 para homens. Não há limite superior de idade para indicação.

Por que a escolha do cirurgião importa

A cirurgia ortognática exige planejamento minucioso, experiência em casos variados e domínio técnico das etapas cirúrgicas. O resultado depende diretamente de quem está operando.

Minha formação inclui especialização em Cirurgia Bucomaxilofacial, residência pela UFRJ, e treinamento internacional específico em cirurgia ortognática na SO’S Klinika com o Dr. Simonas Grybauskas, na Lituânia — referência mundial no tema — além de passagem pelo Hospital Universitário La Princesa, em Madrid. Esse acesso às técnicas mais atuais reflete diretamente nos resultados que consigo oferecer aos meus pacientes no Rio de Janeiro.

Próximo passo

Se você recebeu a indicação e ainda tem dúvidas — sobre o processo, sobre os riscos, sobre se realmente precisa ou não — o melhor caminho é uma segunda opinião com um cirurgião bucomaxilofacial especializado.

Atendo no Rio de Janeiro e posso avaliar o seu caso com base nos seus exames atuais, mesmo que você já esteja em tratamento ortodôntico com outro profissional.

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Dr. Guilherme Lima — CRO-RJ 38327
Cirurgião Bucomaxilofacial | Especialista em Cirurgia Ortognática | Formação Internacional (Lituânia · Espanha) | Rio de Janeiro