Aparelho para Ronco e Apneia do Sono: O Que Você Precisa Saber
Ronco e apneia do sono são condições que podem afetar significativamente a qualidade do sono […]
Publicado em 30 de maio de 2026
Você estava em mais uma consulta de rotina com o ortodontista quando, no meio da conversa, ouviu uma frase que mudou o rumo de tudo: “O seu caso vai precisar de cirurgia ortognática.”
A primeira reação costuma ser uma mistura de susto, dúvida e — sejamos honestos — um certo frio na barriga.
Se você está nesse momento agora, este texto é para você. Vou explicar o que realmente é a cirurgia ortognática, por que ela é indicada, como funciona o processo do início ao fim, e o que esperar de verdade — sem exageros para cima nem para baixo.
O ortodontista trabalha com os dentes. Ele consegue mover, alinhar e corrigir a posição dental com o aparelho ortodôntico. O que ele não consegue fazer é mover os ossos da face.
Quando o problema de um paciente vai além do posicionamento dos dentes — quando existe uma discrepância real entre o maxilar superior e a mandíbula inferior — o aparelho sozinho não resolve. Às vezes até piora a estética, ao forçar os dentes a uma posição que os ossos não suportam.
É nesses casos que o ortodontista encaminha para o cirurgião bucomaxilofacial.
Os problemas mais comuns que levam à indicação:
Esses problemas têm componente tanto funcional — dificuldade de mastigar, falar, respirar — quanto estético. A cirurgia ortognática resolve os dois ao mesmo tempo.
A cirurgia ortognática é um procedimento que reposiciona os ossos da face — o maxilar superior (maxila), a mandíbula, ou ambos — para uma posição de equilíbrio funcional e estético.
Ela é realizada por dentro da boca, sem cicatrizes externas visíveis. Os ossos são reposicionados com precisão milimétrica e fixados com pequenas placas e parafusos de titânio — que, na grande maioria dos casos, ficam permanentemente no lugar sem causar nenhum problema.
Tudo é planejado digitalmente antes da cirurgia. Com o uso de softwares de simulação, é possível visualizar o resultado esperado antes mesmo de entrar no centro cirúrgico. Isso torna o processo mais previsível e permite que você participe ativamente das decisões estéticas.
1. Avaliação com o cirurgião bucomaxilofacial
A primeira consulta é de diagnóstico. Analisamos sua tomografia de face, modelos digitais dos dentes, fotos e cefalometria. A partir daí, é possível confirmar se a indicação do ortodontista faz sentido para o seu caso — e qual abordagem cirúrgica é mais adequada.
2. Preparação ortodôntica pré-cirúrgica
Antes da cirurgia, o ortodontista faz um trabalho de “descompensação” — ele move os dentes para a posição que eles teriam naturalmente, sem a compensação que o organismo criou ao longo dos anos. Essa fase dura em média de 12 a 18 meses, dependendo do caso.
É comum que nessa fase a estética piore um pouco antes de melhorar. Isso é esperado e faz parte do processo.
3. A cirurgia
A cirurgia é realizada sob anestesia geral, em ambiente hospitalar, com duração média de 3 a 5 horas dependendo da complexidade. A internação é geralmente de 24 horas.
4. Recuperação
A recuperação tem fases bem definidas:
5. Pós-cirúrgico ortodôntico
Após a cirurgia, o ortodontista retoma o tratamento para fazer os ajustes finais na oclusão. Essa fase costuma durar de 6 a 12 meses.
Pacientes que passaram pela cirurgia ortognática relatam mudanças que vão muito além do que esperavam. Os benefícios mais frequentes:
É uma cirurgia de grande impacto na qualidade de vida — e esse é o principal motivo pelo qual pacientes que hesitaram por anos costumam dizer que só se arrependem de ter esperado tanto.
A cirurgia tem risco? Como qualquer cirurgia sob anestesia geral, existe risco. Mas quando realizada por cirurgião experiente em ambiente hospitalar adequado, a cirurgia ortognática tem índice de complicações graves muito baixo. Conversamos sobre isso em detalhes na primeira consulta.
Vou ficar com cicatrizes? Não. Os cortes são feitos por dentro da boca.
Os parafusos de titânio precisam ser retirados? Na esmagadora maioria dos casos, não. O titânio é um material biocompatível e os implantes ficam permanentemente sem causar problemas.
O plano de saúde cobre? Alguns planos cobrem a cirurgia quando há indicação funcional documentada. Isso precisa ser avaliado caso a caso.
Qual a idade ideal? A cirurgia deve ser realizada após o crescimento facial estar completo — geralmente a partir dos 16-18 anos para mulheres e 18-20 para homens. Não há limite superior de idade para indicação.
A cirurgia ortognática exige planejamento minucioso, experiência em casos variados e domínio técnico das etapas cirúrgicas. O resultado depende diretamente de quem está operando.
Minha formação inclui especialização em Cirurgia Bucomaxilofacial, residência pela UFRJ, e treinamento internacional específico em cirurgia ortognática na SO’S Klinika com o Dr. Simonas Grybauskas, na Lituânia — referência mundial no tema — além de passagem pelo Hospital Universitário La Princesa, em Madrid. Esse acesso às técnicas mais atuais reflete diretamente nos resultados que consigo oferecer aos meus pacientes no Rio de Janeiro.
Se você recebeu a indicação e ainda tem dúvidas — sobre o processo, sobre os riscos, sobre se realmente precisa ou não — o melhor caminho é uma segunda opinião com um cirurgião bucomaxilofacial especializado.
Atendo no Rio de Janeiro e posso avaliar o seu caso com base nos seus exames atuais, mesmo que você já esteja em tratamento ortodôntico com outro profissional.
→ Agende sua avaliação pelo WhatsApp
Dr. Guilherme Lima — CRO-RJ 38327
Cirurgião Bucomaxilofacial | Especialista em Cirurgia Ortognática | Formação Internacional (Lituânia · Espanha) | Rio de Janeiro